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    Novos correspondentes continuam se ligando à rede nacional do NeuroLog

    O artigo abaixo foi remetido à redação do NeuroLog por Bruno da Silva Brandão Gonçalves, tecnólogo em saúde. Bruno aborda uma questão muito interessante, que certamente já faz parte da agenda científica em muitos países. Em resposta à pergunta do nosso correspondente, a direção do IINN-ELS informa que tanto nos seus Centros de Pesquisa quanto nos seus dois Centros Educacionais infanto-juvenis (Natal e Macaíba) a questão de reciclagem tecnológica será tratada com grande cuidado e prioridade. Na verdade, a sugestão do nosso correspondente será implantada à risca, uma vez que as nossas crianças utilizarão partes e componentes sucateados de computadores obsoletos para realizar experimentos em robótica, computação e eletrônica.

    Impacto do lixo tecnológico no ambiente
    Por Bruno da Silva Brandão Gonçalves

    A todo momento surgem computadores mais velozes, telefones cada vez menores, equipamentos de multimídia com maior capacidade de armazenagem e outras tecnologias impressionante. Tudo isso seria maravilhoso se o destino de grande parte dos equipamentos ultrapassados não fosse o ambiente.
    Esse desconforto pode ser evitado através de uma reciclagem tecnológica, que
    consiste em transformar equipamentos obsoletos para determinadas tarefas em
    tecnologia capaz de solucionar diversos problemas.
    O lançamento do sistema operacional Windows Vista trouxe uma preocupação
    para ativistas do Greenpeace, que temem que o destino de todos os equipamentos
    incapazes de rodar esse sistema seja o ambiente. Segundo um estudo da
    SoftChoice Corporation citado pelo Greenpeace, 50% dos computadores pessoais
    nos países em desenvolvimento não são capazes de usar o Vista. O número
    aumenta para 94% no caso da versão Premium do sistema. Sem falar em
    impressoras, televisões, telefones, rádios e muitos outros equipamentos que
    são substituídos a cada momento.
    O que até agora tem sido chamado de lixo eletrônico pode ser visto como uma
    fonte de tecnologia. Isso pode ser feito através da reciclagem de
    tecnologia, utilizando componentes e peças de equipamentos obsoletos ou com
    defeitos para construir novos equipamentos que podem voltar a ser úteis.
    Um computador obsoleto para executar programas que exigem performance
    gráfica pode ser utilizado em salas de aula para realizar experimentos de
    física. Aliando a eletrônica com a programação, é possível transformar
    computadores considerados inutilizáveis em poderosas ferramentas de
    aquisição de dados experimentais. Essa é a proposta de cursos de
    licenciatura em Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
    Impressoras matriciais rejeitadas por muitos são na verdade uma fonte de peças
    e componentes para construção de robôs educacionais. Em várias feiras de
    ciência é possível encontrar robôs que utilizam motores de passo e sensores
    retirados de impressoras que possivelmente seriam jogadas em ferros-velhos.
    Televisores, rádios e telefones são fontes de componentes que podem ser
    utilizados em experiências de física, química e eletrônica. Tudo só depende
    da criatividade e conhecimento em áreas como a eletrônica, informática e
    mecânica.
    Como o IINN tem uma proposta de educação técnico-científica, seria
    interessante incluir em seu currículo a proposta de reciclagem tecnológica
    através do ensino de eletrônica, informática e mecânica.

    Links interessantes:

    http://omnis.if.ufrj.br/~carlos/ensino.html
    http://www.if.ufrgs.br/cref/hp/apresentacao.html
    http://www.rogercom.com/
    http://www.mecatronicafacil.com.br/downloads/

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